Você está na festa da sua prima, terceira taça de suco na mão, conversa correndo bem. De repente bate aquilo: preciso ir. Não amanhã, não em dez minutos. Agora. E aí vem a manobra clássica: pegar o casaco, esperar todo mundo se distrair com uma piada e sumir pela porta sem dizer tchau a ninguém, nem mesmo à aniversariante.
Se isso parece familiar, relaxa. Não é falta de educação, nem antipatia disfarçada. É a ansiedade fazendo as contas dela: quanto mais gente para se despedir, mais chance de alguém perguntar por que você já está indo, ou de alguém puxar assunto justo na hora em que sua energia social já secou.
O momento em que a vontade de ir bate
Geralmente não é o começo da festa que pesa. É uma hora e meia depois, quando a sala já esquentou, a música subiu de volume e você percebe que passou os últimos vinte minutos sorrindo sem escutar nada do que foi dito. Ali, alguma coisa dentro avisa: hora de bater em retirada.
O curioso é que essa vontade chega rápido e forte, como se fosse urgente sair naquele segundo. Raramente é. Mas o corpo trata como se fosse incêndio.
Por que a despedida pesa mais que a saída

Dizer tchau, de verdade, exige um pequeno teatro: encontrar a anfitriã, agradecer, ouvir
Um cuidado que muda a relação com o que você sente
A psicoterapia é, hoje, um dos caminhos mais eficazes para cuidar da ansiedade: um espaço regular, com um terapeuta, para entender de onde vem o alerta constante e construir, aos poucos, uma vida em que ele não dá mais as ordens.
